quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Atuação No Brasil

Moto Honda da Amazônia


Inaugurada em 1976, a fábrica de motocicletas tornou-se o maior empreendimento do Polo Industrial de Manaus. Em sua planta, que ocupa uma área construída de 193 mil m², em um terreno de 661 mil m², produz também quadriciclos e motores estacionários.

A Moto Honda da Amazônia é mais do que uma montadora. Nela, acontece um complexo processo produtivo, por meio do qual são desenvolvidos ferramentas e dispositivos necessários para a fabricação de motocicletas. Para tanto, a Honda conta com mais duas unidades, localizadas na mesma planta: a Honda Tecnologia da Amazônia Indústria e Comércio, responsável pela fabricação e pela manutenção de moldes e ferramentas de produção, e a Honda Componentes da Amazônia, que responde pela fabricação de componentes e subconjuntos (escapamento, rodas, guidões e peças para chassis, entre outros).

Principais processos produtivos

Estamparia
Na estamparia são feitas peças de aço. As que envolvem maior precisão, como os chassis e os tanques de combustível das motocicletas, são estampadas em prensas de grande capacidade e soldadas por robôs. Os conjuntos seguem para a pintura e recebem acabamento antes de ir para a linha de montagem.

Sinterização
Há componentes – como é o caso da engrenagem que faz parte do conjunto de embreagem do motor – fabricados com aço em pó, que é compactado e tratado no processo de sinterização. Esse setor foi implantado apenas no Brasil, Indonésia e Índia.

Usinagem
Setor responsável pela fabricação de componentes em alumínio, como o cabeçote. O processo exige precisão para, em conjunto com outros itens, dar o acabamento final, fundamental para garantir a durabilidade dos motores.

Injeção de plásticos
O setor de injeção de plásticos produz partes da motocicleta, como para-lamas, por exemplo. Algumas peças já saem das máquinas para a linha de montagem, enquanto outras seguem para processos adicionais, como, por exemplo, o de pintura.

Solda
Diversos componentes são soldados nessa área. O trabalho é feito tanto manualmente como por robôs. São diversas linhas de soldagem de chassi e de tanque de combustível das motocicletas.

Fabricação de assentos
O assento da motocicleta é produzido desde o preenchimento da matéria-prima no molde para fabricar a espuma até a costura, montagem da capa e acabamento final.

Fabricação da roda
O aço passa por processos de conformação e de cromação, para ser transformado no aro das rodas raiadas. Por sua vez, as rodas de alumínio são fundidas, usinadas e pintadas. Nos dois casos, seguem, depois, para uma linha de montagem, onde recebem componentes como cubo de roda, freio e pneus, entre outros.

Fabricação do escapamento
As linhas completas para fabricação do escapamento contam com prensas, máquinas de solda, polimento, galvanoplastia e pintura, que, além de conferirem o acabamento visual, protegem contra desgastes e oxidação.

Pintura
O processo de pintura acontece paralelamente, em diversos setores. Há a pintura interna do escapamento, do chassi e das partes plásticas. O tanque, por exemplo, passa pela estufa de secagem, depois da pintura, e segue para a aplicação de adesivos e faixas.

Montagem de motores
Equipamentos automatizados, de alta tecnologia, fundem e injetam componentes como o bloco do cilindro e o cabeçote em alumínio. Na linha de montagem, técnicos especializados garantem o perfeito ajuste entre as partes provenientes dos setores de estamparia e usinagem e de fornecedores.

Linha de montagem
É na linha de montagem que as motocicletas tomam sua forma final. Os chassis recebem peças e componentes, como motor e transmissão, suspensão,
rodas e pneus, guidão, painel, tanque e assentos, entre outros.

Inspeção final
Depois de montadas, todas as motos produzidas passam por uma inspeção, incluindo análise visual e teste funcional. O objetivo é assegurar desempenho,
qualidade e segurança ao motociclista.

Laboratório de Análise e Medição de Gases
No laboratório, por amostragem, as motocicletas são submetidas a testes para verificar se a emissão de gases está em conformidade com os padrões estabelecidos pela Honda, que são mais rigorosos do que as normas vigentes, e se estão dentro das metas de preservação ambiental.

Tratamento de efluentes
Na estação de tratamento de efluentes, os resíduos industriais, como a água usada no processo produtivo, bem como os resíduos biológicos, passam por diferentes etapas de tratamento, esterilização e filtragem. Após esse processo, parte da água reciclada retorna à natureza, e outra parte é transferida a um lago artificial para ser utilizada na irrigação de áreas verdes da fábrica e para uso da brigada anti-incêndio.

Campo de testes
Nesse local, são simuladas situações reais de uso em pisos de asfalto, areia, pedra e terra para aperfeiçoar o desempenho e a durabilidade das motocicletas. Os testes são feitos em uma área de mil hectares, localizada no município de Rio Preto da Eva (AM). Mais da metade do terreno (58%) é formada por mata virgem e de preservação, onde a Honda desenvolve um projeto agrícola com árvores frutíferas e espécies ameaçadas de extinção.

O caminho até os clientes
Das linhas de produção, as motocicletas partem em balsas, no trajeto fluvial Manaus-Belém, de onde, em caminhões, são enviadas a 19 Centros de Distribuição no país e, dali, partem para as mais de 800 concessionárias.

A busca por soluções inovadoras para evitar a geração de resíduos está presente também nas embalagens e na logística. Desde 2003, a Moto Honda utiliza o No Packing Delivery (NPD) - sistema vai-e-vem de expedição em racks, aliado ao uso de caixas plásticas retornáveis, para embalar peças e componentes . Quando chega ao seu destino, a motocicleta é retirada do rack, que é dobrado e devolvido à Moto Honda por meio dos caminhões e das balsas. Em seu caminho de volta, os caminhões transportam componentes para a produção de novas motocicletas.

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